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A experiência do IPEN na área de síntese de pós cerâmicos por via úmida

A experiência do IPEN na área de síntese de pós cerâmicos por via úmida

Valter Ussui Bacharel em química pela Universidade de São Paulo (1979), doutor em Ciência dos Materiais pelo IPEN (2003). Participou da implantação da Usina Piloto de produção de zircônia grau nuclear e do desenvolvimento de processo de separação de terras raras pelo método de extração por solventes. Atualmente é responsável pelo Laboratório de Insumos Cerâmicos do Centro de Ciência e Tecnologia de Materiais (CECTM) do IPEN e trabalha no desenvolvimento de processos de síntese de materiais cerâmicos por processos químicos incluindo zircônia, titânia, terras raras,  grafeno, entre outros, para aplicações nas áreas de materiais odontológicos e geração de energia sustentável e materiais termoelétricos.

Valter Ussui

Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares

RESUMO

Na preparação de materiais cerâmicos, uma das técnicas mais empregadas é a mistura mecânica de pós. Contudo, pós assim preparados resultam em corpos cerâmicos com baixa sinterabilidade e consequentemente baixa densidade. Em contraponto, nesta apresentação, sugere-se a preparação em via úmida, em razão do controle que se pode exercer sobre as etapas do processo e da facilidade na dopagem, com elevada homogeneidade na composição química e partículas de dimensões nanométricas e dando origem a corpos cerâmicos com microestrutura constituída por grãos submicrométricos de elevada densidade. Os casos apresentados são baseados nos processos implantados pelo grupo de Insumos Cerâmicos do IPEN, como usina piloto de zircônio, separação de concentrados de terras raras, preparação de cerâmicas à base de zircônia, titânia e grafeno por técnicas como coprecipitação, tratamento hidrotérmico/solvotérmico e síntese por combustão.