| |
Além dos isoladores elétricos citados, que no Brasil costuma-se
classificá-lo como um segmento a parte, existe uma gama enorme
de produtos para diferentes finalidades e fabricados a partir
de diferentes matérias-primas, que constituem o segmento de
cerâmica de técnica. Na literatura técnica encontra-se muitas
vezes desdobramento deste segmento em cerâmica tradicional e
cerâmica avançada ou de alta tecnologia.
No Brasil existem diversos fabricantes de cerâmica técnica tradicional
a base de porcelana, esteatita e cordierita para fins elétricos,
químicos, térmicos e outros e produtos intermediários entre
as duas cerâmicas, assim considerados por serem fabricados a
partir de matérias-primas sintéticas de elevada pureza e processos
com controle mais rigoroso. Este grupo compreende produtos de
alumina para diferentes aplicações, ferritas, capacitores, resistores
e outros.
Na década de 80 este segmento tomou um impulso grande, várias
empresas passaram a investir visando a fabricação principalmente
de alguns produtos de cerâmica avançada e iniciou-se uma intensa
atividade de pesquisa em cerâmica avançada, as quais são executadas
por cerca de 45 grupos existentes em universidades e institutos.
Com a estagnação e abertura do mercado, muitas fábricas de cerâmica
técnica, tradicional e avançada, fecharam totalmente ou desativaram
unidades destinadas a fabricação de determinados produtos. Muitos
dos grupos de pesquisas, desanimados com a falta de perspectivas
da área de alta tecnologia tem se voltado para a cerâmica tradicional.
Estima-se que o faturamento deste segmento esteja em torno de
US$300 milhões.
|
|